domingo, 17 de abril de 2016

Golpe nunca mais

por Marcelo Degrazia

Mark Weisbrot, Dilma e Obama

Temer, Cunha, Aécio, Serra, FHC, Moro, Janot, Gilmar mendes, Fiesp e Globo não estão sozinhos na aventura golpista da direita derrotada nas urnas em 2014. O especialista em política internacional, Mark Weisbrot, traz para o centro do debate o interesse - e a possível participação na sombra - dos EUA, no enfraquecimento da democracia brasileira.

O apoio a golpes contra governos de esquerda no continente Latino Americano, como deixou claro a história recente da região (veja na matéria), tem nos Estados Unidos o seu principal apoiador internacional. Na geopolítica do planeta, uma liderança como o Brasil, que nas últimas décadas tem se posicionado de maneira contrária aos interesses econômicos ianques, nunca foi palatável aos governos norte-americanos. 

Os deputados federais, apoiados por grupos fascistas e hordas de ressentidos desinformados, antes de conduzirem corruptos, como temer e cunha, aos postos mais altos da nação, devem refletir no atraso social, econômico e político que isso representa ao nosso país e à região. 

Não é apenas o futuro do Brasil - dos nossos filhos e netos - que está em jogo. Em nossas mãos está também a oportunidade histórica de evitar, mais uma vez, que as conquistas sociais alcançadas pelas forças populares organizadas desçam pelo ralo.

Não vamos esquecer que o golpe civil-militar de 1964 - aplicado também com a participação dos EUA - foi decisivo para a implantação de ditaduras ferozes no continente. Entre outras coisas, elas fizeram da região um quintal para o pique-nique do capital estrangeiro, às custas de pesados sofrimentos aos nossos povos. 

Os militares no poder, para frustração dos EUA e aliados, acabaram se revelando muito nacionalistas. Eles não gostaram disso. Assim, como os generais são inconfiáveis, os golpes agora assumiram aspectos jurídicos-midiáticos, policialescos e políticos. 

O risco, dessa vez, além das perdas das políticas sociais, é o surgimento de forças paramilitares sem controle do estado, que podem pôr em risco nossa jovem democracia e prolongar o desarranjo político e econômico em que estamos atolados, por tempo indeterminado. 

Golpe nunca mais!

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